sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Perfil do Pesquisador Eladio Oduber


Venezuelano, mas radicado brasileiro, o pesquisador Eladio Oduber dá aula de conhecimento e sabedoria por onde passa. Professor de Pesquisa e opinião de mercado I e II do curso de comunicação institucionais e relações públicas, ainda acha tempo para ser dedicar a música, uma das suas paixões.
O pesquisador tem em sua vida, os pais, e a universidade como principais instrumentos de incentivo e aprendizado. “Na minha casa por uma circunstância divina, divina em dois sentidos, divina por que é deliciosa, e divina talvez por que pertença a uma outra ordem que não é dessa terra, lá tinha muito livros, a partir dessa influência da leitura da importância que meus país deram pros livros, eu comecei a me aproximar das ciências sócias”, relatou Eladio.
Em 1978 a 1984 Eladio estudou e se formou em sociologia na Universidade de Del Zulia na cidade de Maracaíbo na Venezuela, depois de formado ficou dez anos afastado das pesquisas, e a convite de um amigo foi morar em uma tribo indígena onde retomou novamente as pesquisas. “ Eu morei mais de seis meses com os índios, e ali começou de novo meu contato com a pesquisa”, diz o pesquisador.
Em 1987 vem para o Brasil, exatamente para a cidade da Bahia. Em 1993 a 1997 fez mestrado em sociologia na Universidade de Brasília (UNB), já em 2001 A 2005 Eladio conclui seu doutorado também na UNB. Tudo isso só foi possível na vida do pesquisador, graças a uma bolsa doada pelo órgão brasileiro o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPQ).
Entre suas principais pesquisas estão: a Técnica do Grupo Focal, feita em 1996. A técnica consiste em separar grupos de pessoas e estudar suas reações, ela foi vendida para o Sebrae, para o Conjunto Nacional, para o antigo Ministério da Reforma do Estado, para Escola Nacional de Administração Pública e para alguns supermercados; uma outra que teve relevância em Brasília e até na mídia, foi a Pesquisa de Opinião Pública do IESB – POP IESB – feita com a ajuda dos alunos do sexto semestre do curso de Comunicação Institucional e Relações Públicas do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB), visando com que os alunos pudessem colocar em prática o complexo processo de conceber, aplicar e divulgar os resultados de uma pesquisa de relevância social a partir de uma amostra estatisticamente significativa. A pesquisa saiu na primeira capa do Correio Brasiliense porque teve uma amostragem muito grande 1.600 pessoas entrevistadas. Mas a que o professor Eladio gostou muito, foi uma feita em parceria com a Procuradoria Geral da República, sobre o raciocínio ético do cidadão brasiliense, onde descobriu uma série de contradições entre o que o cidadão quer para ele e o que quer para o estado, usando dois pesos e duas medidas, como ele julga as coisas que faz, que não são corretas e como ele julga as coisas que outra pessoas, de outras classes sociais, por exemplo, fazem e que também não são éticas.
Janaina Oliveira
Geziel Gonçalves
Sérgio Pastor
Para Saber mais, basta conferir o programa Entrevista Perfil

ENTREVISTA PERFIL

Futebol Feminino

domingo, 25 de setembro de 2011

Mulheres já são maioria em escolinhas de futebol



O Brasil virá país do futebol masculino e feminino

Janaina Oliveira

No país do futebol penta campeão, em terra de Péle, Ronaldos e Rivaldo, agora é vez de Marta e Cristiane, exemplos para jovens meninas que lotam a escolinha de futebol, Centro Esportivo Social Educando Atletas (CESEA) na comunidade de Água Quente a 43km de Brasília.
O centro esportivo conta atualmente com cerca de 30 atletas, que devido a diferencia de horários disponíveis treinam em turnos diferentes. Para o treinador Leandro de Araújo essa divisão faz com que essas meninas tenham que se juntar com meninos, tornando uma equipe mesclada de jogadores, o que para ele é uma forma de quebrar qualquer forma de preconceito que ainda possa existir. “eu mesclo eles como feminino e masculino, não é preconceito, eu estou treinando os dois juntos, preconceito se eu falasse vocês não vão treinar juntos”, diz o treinador.
As barreiras que o futebol feminino vem enfrentado para chegar até aqui já é histórico. Há 36 anos não poderia ser visto meninas e meninos jogando futebol juntos, nem mesmo só meninas, o decreto-lei 3.199 de 1941 trazia em seu artigo 54 a proibição a pratica do futebol feminino, “Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país”, diz a lei que perdurou até 1975.
Para a jogadora Caroline Kathllen de 13 anos, as barreiras e preconceitos já ficaram para trás e começar jogando com meninos é normal. “ Quando eu comecei a jogar bola foi na rua com os meninos e nunca tive problemas com isso”, relata Carol que comemora o aumento de meninas no CESEA.
A paixão pelo futebol é tanta que a jovem Priscila bezerra além de jogar, costuma estar atenta as regras que rege o esporte. “não pode pisar na linha quando vai cobrar escanteio ou lateral, o lateral tem que ser cobrado com o pé ou com a mão, quando a bola for recuada o goleiro não pode pegar com as mãos tem que pegar com o pé ou então é pênalti”. Ensina Priscila.