quarta-feira, 23 de março de 2011

Artigo Brasília 2011- 51 anos- O que esperar do novo governo?


Janaina Oliveira

Falar de Brasília é sentir orgulho do passado, é lembrar Juscelino Kubitschek, com saudade de sua coragem e sinceridade, mesmo conhecendo-o somente através dos livros. Agora após cinqüenta e um ano de seu grande feito, ainda consigo enxergar Brasília com orgulho, mais a admiração de sinceridade de seus governantes me envergonha em dizer que sou moradora da Capital á 20 anos.
Gostaria que os governantes de hoje, cumprissem na integra o que promete, seria perfeito se eles seguissem o exemplo de Juscelino. “Cumprirei na integra a constituição. Durante o meu qüinqüênio, farei a mudança da sede do novo governo e construirei a nova Capital.” Palavras de Juscelino Kubistchek, que se concretizou no dia 21 de abril de 1960 com a inauguração de Brasília.
Cinco décadas depois, ao invés de beleza arquitetônica, e projetos importantes de seus governantes, a Capital Federal chama atenção com escândalos e corrupção política. A caixa de Pandora resolveu se abrir e manchar a cidade que era pra ser limpa e exemplo para outros estados. Em novembro de 2010 a policia Federal deflagrou a operação Caixa de Pandora, após investigar a suposta distribuição de recursos ilegais a base aliada do Distrito Federal. A polícia contou com a ajuda do ex- Secretario de relações Internacionais do GDF, Durval Barbosa. Vídeos com imagens de deputados e do ex- governador José Roberto Arruda recebendo dinheiro e colocando na meia vinculou mundo a fora. Prisões, afastamentos e até mesmo leis foram aprovadas para evitar novos escândalos. Brasília viveu meses de incerteza e duvidas, nem mesmo eu sabia quem era o governador.
Em meio a escândalos e confusões, tive que parar e analisar um candidato, que iria botar ordem na situação, e junto com a maioria da população escolhemos o atual governador, Agnelo Queiroz. O governador em sua campanha me conquistou não somente pela admiração que tenho ao seu partido, mais pelo fato de ser talvez a única opção que tiamos, já que os demais além de estarem envolvidos em corrupção não me passavam confiança.
Á três meses com o novo governo no poder, não consigo enxergar melhoras para Brasília, parece continuar a mesma coisa de antes, me apego então na esperança de que é a apenas o começo e que sua equipe precisa arrumar a casa primeiro antes de começar agir. Como um cidadão consciente, fui ás urnas e exerci meu direito de votar, por isso espero deste governo honrrá com todos os compromissos feitos a este povo, desde a saúde, segurança, moradia, educação, esporte, lazer e cidadania.

domingo, 20 de março de 2011

Jovens do DF clamam por inclusão cultural


Janaina Oliveira

Á distância e o custo alto fazem com que esses meninos, fiquem excluídos de programas que seriam tão simples e muitas vezes de graça

Cultura para todos é o que pede os estudantes Igor Mariano e Dayane Alves da pequena comunidade de Água Quente.

Jovens da pequena comunidade de Água Quente situada a 43 km de Brasília, administrada pela a cidade satélite do Recanto das Emas, pedem ajuda para serem incluídos na vida cultural da capital.
Á distância e o custo alto fazem com que esses meninos, fiquem excluídos de programas que seriam tão simples e muitas vezes de graça. Teatros, cinema, musicais e danças são paixões da maioria deles. “gostaria que aqui tivesse um salão comunitário, com aulas de danças e teatro” diz Dayane Alves de 18 anos. Para Dayane o custo em chegar aos locais dos eventos pesa no bolso de todos. “Gastamos quase 10 reais ou mais de ida e volta para chegar nos programas, enfrentamos ônibus lotados, o que causa desanimo em qualquer um”. O transporte oferecido para a população vem somente da empresa Taguatur, que faz a linha Santo Antonio do Descoberto- GO a Brasilia. Os ônibus saem do entorno e chegam ás paradas de água Quente já lotados. A jovem alerta ainda para os preços do cinema que apartir de deste ano ficou mais difícil. “Agora que terminei o segundo grau, fiquei sem a carteirinha estudantil, eu pagava 7 reais para entrar no cinema e hoje tenho que pagar 14 reais,Não tenho condições.”
O Distrito Federal possui dezessete cinemas, dentre eles os mais accessíveis, são encontrados em shopping Center, Brasília Shopping, Cine Premier Sobradinho, Cine Brasília, Cinemark Iguatemi , Cinemark Pier 21, Cinemark – Taguatinga e Top Mall . Os preços da entrada diferenciam de semana para fins de semana, variam de dez a dezesseis reais durante a semana e de dezesseis a 19 reais nos fins de semana em salas normais, as salas em 3 D o preço fica em torno de vinte e dois a vinte e cinco reais.
Na agenda cultural de teatro do Distrito Federal, os preços assustam os jovens. “sou apaixonado pelo teatro dos melhores do mundo, mais não tenho condição de pagar sessenta reais para assistir.” Questiona Marcio da silva 25 anos morador de São Sebastião. Teatros em cartazes como, Coisas de Loucos, Doidos e Santos, Perdendo Critérios e A Comédia está sendo apresentado no Teatro Nacional. A entrada para estes espetáculos custam de quarenta a sessenta reais. Segundo Igor Mariano de 15 anos que Conhece o Teatro Nacional apenas por fora, os preços são absurdos. “Os preços dos tetros são muitos caros, não tenho condição alguma de assistir uma peça dessas, por isso gostaria que o governo olhasse para nós e tentasse facilitar nosso acesso a projetos e programas culturais”. “Gostaria de participar de programas teatrais, acho que é necessário que os jovens tenham alguma coisa para ocupar a cabeça e a arte é legal”, conclui Mariano.
De acordo com a administradora do Recanto das Emas Izaudete Carneiro de Souza , no dia 22 de feveiro aconteceu o I encontro preparatório para a III conferência de cultura do Distrito Federal no Centro comunitário do idoso CCI. A conferencia apontou prioridades para o plano cultural de 20012/20013 na região administrativa do Recanto e sua expansão Água Quente. “Esse processo busca consolidar as Políticas Públicas Culturais, uma política de Estado para o Governo do Distrito Federal, com os princípios da cultura como Direito Fundamental, de forma diversificada, descentralizada e com acesso democratizado” diz Izaudete. A III Conferência acontecerá nos dias 29 e 30 de abril e na manhã do dia 1º de Maio, Dia do Trabalhador, no CCI quando haverá a votação das demandas vindas das cidades e setores, que servirão de subsídios para elaboração de Políticas Públicas Culturais de Estado para o Distrito Federal. A administração não informou a previsão de construção de salão comunitário para Água quente e nem projetos culturais voltados para a população, afirma esclarecer tudo após a conferência.